Não, eu não faria nada diferente. Apesar das falhas nas lembranças, eu geralmente guardo o que foi bom e não sei dizer se isso de fato é algo positivo. Minha memória falha e por conta disso eu escrevia tanto, pois não queria esquecer algo que foi tão sincero em mim, tão belo e ao mesmo tempo tão auto destrutivo.
Hoje eu parei pra ‘ler’ o passado e não foi pela minha perspectiva mas pela sua, que acabou por me fazer lembrar das memórias que eu intencionalmente quis apagar.
Nada me tocou profundamente, mas eu cheguei naquela corda que a gente, dolorosamente, não queria soltar. Senti um desconforto, pois não lembrava de muitas coisas daqueles dias tão sombrios. E lendo os seus pensamentos expostos, cheguei a conclusão de que também doeu muito em você, também não foi tão fácil quanto eu acreditava que estivesse sendo pra você.
Pensei no quanto eu me afundei e quis dormir pra sempre, só pra não sentir mais aquela dor que era física e insuportável de todas as formas.
Eu me odiava por ter sido tao ingênua.
E era algo tão abstrato e ao mesmo tempo tão real, que ninguém poderia entender.
Não havia mais cor e você conhece bem isso.
Só havia vazio e eu me esvaindo de mim mesma.
Foi uma das piores sensações que já experimentei.
Eu te odiava! Com a pouca força que eu ainda tinha, com todo o sentimento ruim que pudesse haver dentro de mim.
Eu queria que você sofresse.
Em algum tempo no passado, fomos instantes inenarráveis de sensações não palpáveis que, se houver como descrever de forma mais próxima à realidade, eu diria ser como experimentar mdma pela primeira vez.
Um dia vou fazer um filme sobre o que vivemos e toda a nossa destruição.
.continua.
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