dezembro 19, 2025

Que dimensão?




Aqui nesse universo desconexo, eu me encontro de tempos em tempos. Mesmo que nada mais faça sentido. Mesmo que eu já não exista mais. 

O abismo abraça o céu enquanto a água é quente e doce. E os meus pés descalços dançam o último som. Sem saber que seria o fim.

Se eu virar arte, talvez eu escape.




abril 18, 2025

Nada é real, ao passo que tudo é

 O que se foi um dia e hoje não é mais, vira lembrança na memória. E resgatar lembranças, talvez seja viver no passado que já não mais existe. 

De fato que já não sou mais quem fui quando aquilo vivi, quem seria agora, se pudesse viver o passado novamente? 

É inútil pensar.

Não escrevo isso por querer reviver o que já foi vivido. Escrevo porque os pensamentos me ocorreram e a mente se apega ao que já conhece. Não ao que é real. 

Nada é real, ao passo que tudo é.

abril 03, 2025

Somos o que acreditamos ser ou somos o que os outros podem ver?

Estou a construir novos hábitos ou resgatar alguns velhos na vida que se faz presente aqui. Ler é um deles.

Acordo cedo, faço meu café.

Fernando Pessoa inspira minhas manhãs e me faz ver a vida poeticamente. Escrevo sob sua influência. 

Será que ele tinha noção do quão grande era, do quão grande é pra tantas pessoas? Acho triste pensar que talvez não. Cada Ser parece fadado ao seu próprio destino. Será possível mudá-lo? Se sim, de que forma faríamos?

Somos o que acreditamos ser ou somos o que os outros podem ver?

Parece-me que somos pontos de vista, depende da vista de quem nos vê.